quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Vivemos uma hora difícil

Permitam que subscreva um texto retirado do NotíciasAlentejo.pt.
Permitam ainda que não cite já o nome do seu autor, e o faça sómente mais tarde.
Isto, porque mais importante do que quem diz é o que se diz.
E a importância de quem diz depende do que diz.
E como é importante o que diz é por tal importante quem diz.
Fico-me por este trocadilho de o "que diz" e "quem diz".
E continuo na minha máxima:
A importância não está em "quem diz" mas no "que diz".

Vivemos uma hora difícil
É evidente para o comum das pessoas que a hora histórica que estamos a viver é complicada. À escala mundial. Começando por nós, estamos a sentir na pele as consequências da displicência com que encarámos a entrada na democracia e a integração na CEE, hoje União Europeia. Enquanto povo, parece que pensámos que o simples facto de passarmos a integrar o clube das democracias representava a posse de um passaporte para o paraíso, sentimento que se acentuou com a chegada torrencial dos fundos comunitários da fase da fartura, em cujo preço e consequências onerosas não pensámos. Foi o “fartar, vilanagem” das palavras derradeiras do Conde de Abranches, na batalha de Alfarrobeira, ao lado do Infante D. Pedro. Esbanjámos até que mais não. Viciámo-nos no esbanjamento. Aí estamos agora de cinto apertado, de cinto a apertar até quase à asfixia, que é a situação em que nos encontramos.

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