sábado, 6 de novembro de 2010

No dia 24 de Novembro faça greve!

Temos razões para lutar, e até acho, que desta vez, a greve deveria ser apoiada até pelos patrões

Guida Vieira In: Diário de Noticias on-line

Fui dirigente sindical, a tempo inteiro, durante 26 anos e não me lembro de ter vivido uma situação tão difícil como a que estamos a passar.

Já tivemos o FMI, já tivemos falências, despedimentos, códigos de trabalho errados, etc., mas é a primeira vez que vejo que, afinal quem manda em Portugal não é o governo e muito menos a Assembleia da República, mas sim os especuladores, dentro e fora do País, que alteram o valor do dinheiro a seu belo prazer e fazem uma chantagem medonha sobre as Instituições que, não sabem fazer outra coisa, que não seja impor mais sacrifícios ao povo português.
Baixam salários, congelam pensões, aumentam impostos, retiram apoios sociais, aumentam produtos de primeira necessidade, tudo em nome duma contenção orçamental que dizem que é necessário ser feita. No entanto, mantêm a máquina do Estado muito pesada, gastam milhões a ajudar quem não deviam, não mexem nos interesse instalados e negam-se a discutir propostas alternativas, sobretudo vindas dos sindicatos e dos partidos de esquerda alegando que as mesmas não servem o país.
E depois assiste-se ao filme das negociações falhadas, onde não se percebe muito bem o que os dividia, e assim vamos perdendo tempo esquecendo que os problemas vão-se agravando e o povo já começa a espernear. Realmente se alguma vez existiram razões, e existiram muitas, para fazer greve geral, esta é uma delas. Temos que acompanhar o que se passa em outros Países onde as greves gerais têm sido um grande exemplo de mobilização de toda a população, onde trabalhadores e reformados têm sabido juntar forças e mostrar a sua força e a sua união.
É isto que é necessário fazer também na Madeira, e não venham alguns senhores com o argumento que aqui a luta deve se direccionada para outro lado, porque o que está em causa abrange todos/as os/as portugueses/as do Continente e das Regiões Autónomas. O que está em causa é demasiado importante porque tem a ver com a nossa sobrevivência e das nossas famílias.
Temos razões para lutar, e até acho, que desta vez, a greve deveria ser apoiada até pelos patrões, porque os interesses das empresas também estão em causa. A solidariedade da sociedade deve fazer-se sentir por exemplo, não fazendo compras de nenhuma espécie nesse dia, comprando o pão de véspera, para não ter que ir à padaria, não andar de transporte público, não enviar os filhos para a escola, etc. Todos podemos contribuir para o êxito desta luta fazendo do dia 24 o dia de união e de luta por uma vida melhor. Está em causa o nosso futuro e sobretudo o das novas gerações.

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