quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Não sou do PCP mas subscrevo

PCP diz que reeleição de Durão Barroso é devastadora


Reagindo à reeleição de Durão Barroso para Presidente da Comissão Europeia, o Partido Comunista Português emitiu um comunicado em que lamenta a continuidade das políticas e orientações comunitárias que têm presidido ao actual rumo neoliberal, federalista e militarista da União Europeia.


De acordo com o PCP, as consequências serão devastadoras para milhões de trabalhadores e para os povos. O comunicado avança que a reeleição de Durão Barroso significa, como o próprio já fez questão de referir, não só a continuação mas o aprofundamento das políticas que estão na raiz dos violentos ataques aos direitos dos trabalhadores no continente europeu, ao desmantelamento e privatização das funções sociais dos Estados e à liberalização dos serviços públicos.

Para o PCP o facto de o agora reeleito Presidente da Comissão Europeia ser um cidadão português em nada altera a sua avaliação do percurso político e das políticas que Durão Barroso defendeu, defende e executa em Portugal ou na União Europeia.

Segundo o PCP o que está em causa não são as pessoas mas sim as políticas. O PCP não esquece que o ex-primeiro ministro português é aquele que participou na cimeira da guerra realizada nos Açores dando total cobertura à criminosa guerra do Iraque e que agora defende e exige dos Estados membros da União Europeia um maior envolvimento na guerra do Afeganistão. Durão Barroso é um dos impulsionadores da acelerada militarização da União Europeia no quadro de uma NATO cada vez mais agressiva.

O partido faz questão de salientar que o acordo obtido entre liberais, direita e parte considerável da social democracia no Parlamento Europeu em torno da recondução de Durão Barroso vem demonstrar mais uma vez que uma outra política de progresso e desenvolvimento social, de justa redistribuição da riqueza, de combate à pobreza e ao desemprego na União Europeia só pode ser obtida pela intensificação da luta dos trabalhadores e dos povos dos Estados membros.

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