quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
SMS RECEBIDO NA CME (MIETZ):
Lisboa mandou um SMS para o MIETZ de Estremoz avisando:
1 - MANIFESTAÇÃO SÍSMICA.STOP.
2 - 7 DE RICHTER.STOP
3 - EPICENTRO A 3 KM DE ETZ.STOP
4 - TOMAR PRECAUÇÕES.STOP
Dois meses mais tarde respondem do MIETZ de Estremoz:
1 - OBRIGADO MEISMO! MÁNIFESTÁÇÃO FOI TRÁVADA.
2 - LIQUIDÁMO OS 7, MAIS NÃO APANHÁMO O RICHTER.
3 - O EPICENTRO E SEUS CAPANGA ESTÃO TODO NOS CADEIA. VAO SER FUZILADO AMANHA.
4 - DISCURPA SÓ ÁGORA NOIS RISPONDER, MAIS HOUVE AQUI UM TERRAMOTO QUIA LIXANDO ESTA MERDA TODA.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Medina Carreira: "Isto é uma fantochada"
A economia vai derrotar a democracia de 1976. Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria... Esses é que têm interesse, não é o Português!
No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia portuguesa.
Este país vai de seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros. São propagandistas! Eles não são pagos nem escolhidos para isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do país!
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
O que pensa sobre o aborto?
- O que pensa sobre o aborto?
Resposta do Alberto João Jardim
- Considero-o um péssimo 1º ministro e está a governar muito mal o País.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
O Gaiato do PS
Para onde vai agora? Queremos saber!
Ganhava, por mês, 16 vezes mais que José Sócrates.
Qualquer coisa está podre em Portugal
In "A VISÃO"
A face oculta das escutas
Quem é Rui Pedro Soares, o administrador da PT que surge nas gravações como o alegado pivô do negócio TVI? Os dois momentos mais altos da sua, curta, carreira - tem 36 anos - tinham, até agora, sido estampados em T-shirts. E são a melhor ilustração da passagem dos anos por este jovem do Porto que integra o restrito conselho de administração onde se sentam os 25 executivos de topo de uma das maiores empresas portuguesas, a Portugal Telecom (PT). Foi de Rui Pedro Soares a ideia de estampar em centenas de T-shirts a imagem de Che Guevara e o poema que Manuel Alegre dedicou ao revolucionário argentino ("O foco guerrilheiro existe sempre / Em cada um de nós existe um foco / Uma guerrilha possível, uma insubmissão"), que a Juventude Socialista (JS) de Lisboa, então liderada por este jovem estudante de Gestão de Marketing, exibiu nas acções de campanha para as eleições legislativas de 2002. O PS perdeu, mas Rui Pedro, que já propusera a mudança da cor das bandeiras da jota de amarelo para vermelho, e que se candidatara à liderança da organização com a moção "Nós vamos pela esquerda", fez a sua declaração política.
Sete anos mais tarde, Rui continua a imprimir letras em T-shirts. Mas noutro campeonato. É ele quem negoceia os patrocínios da PT aos três grandes do futebol, Benfica, Sporting e Porto, o seu clube do coração que já lhe retribuiu o gosto com uma insígnia: é Dragão de Ouro e presença assídua no camarote presidencial do estádio portista. Nada que o tenha impedido de financiar os 11 milhões de euros gastos pelo Sporting em jogadores, no mercado de Inverno.
A sua biografia, no site da PT, é clara: "Rui Pedro Soares integra a Portugal Telecom em 2001, empresa onde tem vindo a consolidar a sua carreira profissional." A "consolidação" levou-o ao Olimpo da empresa, por indicação do accionista Estado, em 2006, onde aufere um montante anual de um milhão e duzentos mil euros, segundo contas do Diário Económico, a partir da tabela de remunerações fornecida pelas empresas do PSI-20, em 2009. Ou seja, Rui Pedro ganhará, por mês, 16 vezes mais que José Sócrates.
Como chegou ali? Essa era uma das perguntas que gostaríamos de lhe colocar, mas o administrador da PT não aceitou falar com a VISÃO. O deputado Sérgio Sousa Pinto, que o conhece há 16 anos, não lhe poupa elogios: "Tenho a maior consideração pessoal e profissional por ele. Acho muito injusto a imprensa estar a retratá-lo como um boy. Ele é alguém com muito valor, inteligência e muito capaz. Claro que a nomeação dele como administrador é fruto de um voto de confiança de quem o nomeou." SALTO Á VARA
A sua ascensão acaba por se assemelhar à de Armando Vara, outro socialista de quem se fala no processo Face Oculta, e que passou de administrativo a administrador da Caixa-Geral de Depósitos e, mais tarde, do BCP. Ambos estavam na empresa e, graças aos contactos partidários, "consolidaram" a sua posição.
Quando, em 2004, os jornalistas falaram com ele, durante a campanha interna para a liderança do partido (que opôs Sócrates a Alegre e a João Soares), Rui Pedro foi descrito como um "informático". Era ele que geria a página online do candidato que acabaria por vencer. Mas perderia, nessa altura, um dos seus mais importantes aliados internos: João Soares, que não terá perdoado a "traição" do seu ex-discípulo - levara-o às listas para a Câmara de Lisboa (2001) e a um lugar de vereador sem pelouro, após a (imprevista) vitória de Santana Lopes. Aí, Rui Pedro tratou de fazer política concelhia, contra os rivais internos, Miguel Coelho e, sobretudo, Jorge Coelho, que ainda mandava no "aparelho".
Era a consequência de uma série de "guerras" na JS, após a saída do seu líder, Sérgio Sousa Pinto, em 2000. O secretariado cessante da Jota (que integrava, entre outros, os actuais secretários de Estado Marcos Perestrello, Rocha Andrade e o porta-voz do PS, João Tiago Silveira) passou, de armas e bagagens, para a candidatura de Ana Catarina Mendes. Rui Pedro, quase sem apoios, candidatou-se. Ficou em último e, surpreendentemente, acabou por apoiar a candidata Jamila Madeira, na segunda volta. A JS quase que se partia. E Rui Pedro ficou "proscrito". Além do trabalho político na concelhia de Lisboa, teve uma curta passagem pela direcção de marketing do banco Cetelem, uma sucursal de crédito ao consumo (com juros altos) do Banque Nationale de Paris/Paribas. Depois foi para a PT, tendo começado na antiga TV Cabo.
"Provavelmente, até fui eu quem o apresentou ao engenheiro Sócrates, assim como também apresentei [a Sócrates] o Marcos Perestrello e os outros que vieram a fazer a campanha dele para a liderança do PS, em 2004", recorda Sérgio Sousa Pinto. Na altura, José Sócrates não tinha apoios entre os jovens do partido. E o velho secretariado da JS reúne-se em seu redor.
Meses antes, Rui Pedro colaborara com Luís Nazaré, no Grupo de Estudos do partido, durante a liderança de Ferro Rodrigues. Mais uma vez, tratou-se de um apoio técnico. "Prestou colaboração na área das telecomunicações, visto que ele era quadro da TV Cabo. Lembro-me, por exemplo, do enorme contributo que deu para a criação do site do Gabinete e em relação às múltiplas plataformas em que nos poderíamos alojar. Esteve connosco apenas alguns meses. Telefonou-me um dia a dizer que havia sido promovido na empresa e que deixaria de ter disponibilidade para continuar a colaborar. Achei perfeitamente normal que ele tenha ido à sua vida. Fiquei com a ideia de um rapaz de vinte e tal anos que queria evoluir profissionalmente naquela área e se calhar também politicamente", recorda Nazaré. A LIGAÇÃO A PENEDOS
De facto, em dois anos, Rui Pedro foi promovido inúmeras vezes. De "consultor do conselho de administração" passou a "administrador executivo da PT Compras", em 2005, depois, a "presidente do conselho de administração da PT Imobiliária", em 2006 e, por fim, a membro executivo do conselho de administração da empresa. É ele que vai buscar o seu velho amigo Paulo Penedos, da JS, para assessor jurídico do seu gabinete. E é através das escutas montadas a Penedos que é "apanhado" na suspeita de "atentado ao Estado de Direito" que sobre si recai, depois de divulgados, pelo semanário Sol, os despachos do magistrado do Ministério Público de Aveiro e do juiz de instrução criminal do baixo Vouga, mandados arquivar pelo procurador-geral da República, por ausência de indícios criminais.
Sempre foi um político "de bastidores". Reservado, pouco dado à oratória, discreto. O oposto do seu amigo Penedos, visto como um "fanfarrão", que se gaba de conhecer meio mundo e se exibiu, numa campanha eleitoral autárquica, ao volante de um Ferrari vermelho. Nas legislativas de 2005, conta um membro do staff de Sócrates, mantinham conversas regulares ao telemóvel: "O Paulo Penedos, enquanto membro da máquina de campanha, fartava-se de ligar ao Rui Pedro para ele, lá na PT, lhe arranjar telemóveis para o Sócrates - partia-se pelo menos um por semana", devido às "fúrias" do candidato, acrescenta.O Plano inclinado
Maio de 2009. A PJ tem os telemóveis dos socialistas Armando Vara e Paulo Penedos sob escuta, por causa das suas supostas ligações ao sucateiro Manuel Godinho, no âmbito do processo Face Oculta. Mas das conversas entre o administrador do BCP e o consultor da PT ressalta para os investigadores a existência de um suposto esquema para controlar a TVI e tirar do ecrã Manuela Moura Guedes e as notícias sobre o Freeport. A 26 desse mês, dá-se o primeiro contacto entre Penedos e o seu correligionário Rui Pedro Soares, administrador da PT e que, alegadamente, se torna o pivô da compra da estação televisiva pela Portugal Telecom. As escutas trazidas à estampa pelo jornal Sol referem diversas idas de Rui Pedro a Madrid a fim de acertar com a direcção da Prisa - dona da TVI - os detalhes do negócio. Que não veria a luz do dia, após a polémica instalada pela divulgação da operação na imprensa, tendo o primeiro-ministro assegurado que, se a PT insistisse na compra, o Estado usaria a sua golden share para vetar o negócio. Sócrates garantiu sempre nunca ter sabido da intenção da PT de adquirir a TVI, mas, nas escutas, há referência a um jantar entre Rui Pedro Soares e o chefe de Governo e é insinuado em outras conversas o conhecimento que este último teria de todo o alegado esquema para controlar a TVI. Foi o que achou quer o procurador de Aveiro quer o juiz de instrução titular do caso Face Oculta. Só que enquanto o magistrado judicial afirmava existirem indícios muito fortes da existência de um plano, no qual Sócrates estaria envolvido, visando o controlo da estação, o procurador-geral da República, a quem foram remetidas as certidões para validação, desvalorizou esses elementos, tendo Pinto Monteiro decidido não avançar com um inquérito, alegando a falta de "indícios probatórios" da prática do crime de atentado ao Estado de Direito.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Por Portugal > Todos Unidos
Vamos correr com José Sócrates.
Assine a petição TODOS PELA LIBERDADE
sábado, 6 de fevereiro de 2010
O amor é cego... mas a cegueira tem limites
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Uma vergonha!
Todos não somos demais para correr com o José Sócrates.
Denuncia o "Pinóquio" onde quer que estejas.
Não podemos ficar quietos face a esta escumalha que está no poder em Portugal!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
O Fim da Linha versus "A CENSURA DO PS"
Mário Crespo Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Que disparate tão grande!
Sedução: Romance com prima da inimiga Manuela (Nova actualização) 31-01-2010
O estado de solteiro de José Sócrates, de 52 anos, não vai durar muito tempo. Pelo menos se depender dos últimos rumores que em menos de uma semana atribuem agora uma segunda namorada ao primeiro-ministro: Guta Moura Guedes, prima e afilhada de Manuela Moura Guedes – inimiga declarada de José Sócrates.
Contactada pelo CM, a jornalista da TVI não se conteve e soltou uma estridente gargalhada quando questionada sobre a veracidade do rumor. 'Que disparate tão grande! Isso é impossível. O José Sócrates não tem affairs com mulheres', disse Manuela Moura Guedes, que de seguida ligou para a prima e afilhada para esclarecer o assunto.
'Estivemos a rir sem parar. Isso não passa de um rumor sem fundamento, embora haja muita gente que gostasse que o primeiro-ministro tivesse uma namorada como a Guta', acrescentou a jornalista, que tem um processo contra Sócrates.
EX DE JOSÉ CID FOI A PRIMEIRA
Além de Guta Moura Guedes, 44 anos, a consultora de imagem e estudante de Direito Maria Célia Tavares, 49, também consta no rol de conquistas do primeiro-ministro.
Rumores no meio do social dão conta de que a ex-namorada de José Cid terá roubado o coração do primeiro-ministro durante uma visita deste a uma loja onde trabalhou.
PS escapa a multa por não contabilizar gastos avultados com campanha eleitoral
No Jornal "Publico" de hoje podemos ler:
O Tribunal Constitucional não contesta que o PS fez gastos avultados na sua campanha para as legislativas de Fevereiro de 2005, no Brasil, com o objectivo de conquistar os lugares de deputados do Círculo Fora da Europa, como alega o Ministério Público (MP), que recolheu uma vasta documentação sobre a propaganda política feita naquele período. E também não põe em causa que os socialistas não identificaram as receitas, nem as despesas, nas contas apresentadas ao tribunal, como estavam obrigados. Mas acaba por não aplicar uma nova multa ao PS, dando razão a um dos argumentos invocados pelo partido, já que considera que a coima de 21.358 euros aplicada aos socialistas em Julho de 2007 já cobre este tipo de infracção.
Isto apesar de reconhecer que esta situação em concreto ainda não era conhecida e não foi, por isso, considerada na altura. "Com o sancionamento do Partido Socialista pela "ausência ou insuficiência de discriminação e comprovação das receitas e despesas da campanha eleitoral das eleições legislativas de Fevereiro de 2005", através do acórdão n.º 417/07, extinguiu-se, por força da excepção de caso julgado, o poder sancionatório do Estado relativamente à possibilidade de um segundo julgamento (...), ainda que com base agora na violação em diferentes termos de um dos deveres contabilísticos já considerados", lê-se no acórdão de 26 de Janeiro.
Segundo o MP, na campanha de 2005 houve uma divulgação diária na Rede de Televisão Bandeirantes de um anúncio em que surge o ex-secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Lello, a apelar ao voto no candidato do PS, Aníbal Araújo. Foram ainda difundidos anúncios de propaganda em 30 programas de rádio de diversas emissoras do Rio de Janeiro e colocados vários cartazes em autocarros da mesma cidade. Também foi contratado um avião para sobrevoar as praias do Rio com faixas de propaganda ao candidato do PS e montada uma central telefónica para contactar potenciais eleitores.
"Tais despesas não foram reflectidas nas contas da campanha eleitoral para as eleições legislativas de 2005 [47 milhões de euros], apresentadas pelo PS no Tribunal Constitucional. De igual modo, das contas apresentadas nada se infere quanto às receitas da campanha que tenham custeado tais acções [46 milhões de euros]", constata o MP. E conclui: "O que coloca em causa a fidedignidade das contas apresentadas e a possibilidade de o tribunal fiscalizar o cumprimento dos limites das despesas." Por isso, defendeu a aplicação de uma multa entre os 4200 e os 84.000 euros, com que o TC não concordou.
A campanha foi também polémica dadas as suspeitas, confirmadas o ano passado por Aníbal Araújo, de que terá sido financiada pelo empresário luso-brasileiro Licínio Bastos, detido em 2007 pelas autoridades brasileiras devido ao seu envolvimento no caso conhecido como Máfia dos Bingos.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Eu «disponível» para não apoiar o triste alegre
Apoiante do Pinóquio ???????????????????????????????????
Alegre, discursou perante cerca de três centenas de pessoas e afirmou que Portugal «vive uma hora difícil» e que «é sempre mais fácil desistir e baixar os braços», considerando que «Portugal existe» e que «é preciso acreditar e agir».
«Nunca baixei os braços, nunca fugi a nenhum combate nem antes nem durante nem depois do 25 de Abril e também não ficarei neutro agora», afirmou.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
O Picalima, o Natal e a equipa da CME
O Picalima continua na maior.
E aqui reproduzo o último que me chegou
Continua Picalima ca'gente gosta.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Primeiro o PS depois o PR
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Solstício de Inverno
Por esta altura, com as novas tecnologias, tornou-se hábito enviar e-mail's padronizados de duvidosa beleza(?) para a lista de endereços que se possui com Cc, com Bcc, ou com To, para toda a gente.
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Hoje é dia de era bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.
Tu que dormes à noite na calçada do relento
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
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AJPM de ETZ






