terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O Picalima, o Natal e a equipa da CME

O Picalima continua na maior.

E aqui reproduzo o último que me chegou

Continua Picalima ca'gente gosta.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Primeiro o PS depois o PR

Por Mário Crespo no Jornal de Notícias

Portugal tem tido muita gente esquisita a governá-lo mas, com Cavaco Silva e José Sócrates, atingimos um elevado grau de desconforto. O semipresidencialismo destes dois homens produziu um regime híbrido que não executa nem deixa executar. Semi-governante e semi-presidente ao fim de quatro anos de semi-vida institucional aparecem embrulhados numa luta por afirmação confusa e desagradável de seguir. O embaraço público que foram os cumprimentos de Natal adensou a sensação de incómodo. O regime poderia funcionar se os actores se quisessem complementar. Mas estes actores, por formação e deformação, não têm valências associáveis. O voluntarismo de que os dois vão dando testemunho não chega para disfarçar as suas limitações. Com eles a circular a alta velocidade nos topos de gama à prova de bala e nos jactos executivos do Estado, o futuro de Portugal fica hipotecado ao patético despique da escolha de impropérios numa inconsequente zaragata de raquíticos. Até que alguém de fora venha pôr ordem na casa. A menos que venha alguém de dentro. Semi-governante e semi-presidente tornaram-se descartáveis e, dada a urgência, é preciso começar pelo Partido Socialista. A crise no PS com a ausência de resultados desta direcção é muito mais séria para Portugal do que o tumulto no PSD. Porque o PS governa e o PSD não. O PSD morreu. Ressuscitará ao terceiro dia para um mundo diferente. Um mundo em que homens casam com homens e mulheres com mulheres e onde se morre, ou se mata, por uma questão de vontade, requerimento ou decreto. Um mundo cheio de coisas difíceis de descrever. Coisas que precisam de muitas palavras para serem narradas e, mesmo assim, não fazem sentido. Como por exemplo a "activista-transexual-espanhola" que é alguém que frequenta o Parlamento de Portugal pela mão deste PS segundo José Sócrates. Um PSD ressuscitado vai ter que incorporar estas invenções na matriz de costumes de Sá Carneiro, inovadora à época, monástica hoje, ainda que, provavelmente, adequada para o futuro. Até lá é aos Socialistas a quem compete definir alguém para governar. Alguém que quando falar de educação não nos faça recordar a Independente. Alguém que quando discutir grandes investimentos não nos faça associar tudo ao Freeport. Alguém que definitivamente não seja relacionável com nada que tenha faces ocultas e que quando se falar de Parlamento não tenha nada a ver com as misteriosas ambiguidades de Carla Antonelli "a activista transexual espanhola" que, com Sócrates, agora deambula pelos Passos Perdidos em busca do seu "direito à felicidade". O governo não pode estar entregue a um PS imprevisível e imprevidente, menor em qualidades executivas e em ética, capturado nos seus aparelhos por operadores desalmados e oportunistas. Recuperar a majestade das construções ideológicas e políticas de Salgado Zenha, Sottomayor Cardia e Mário Soares é fundamental nesta fase da vida, ou da morte, do país. No Partido Socialista há gente seguramente preparada governar e começar a recuperar o clima de confiança e respeito pelos executivos nacionais que Sócrates e Cavaco arruinaram. Substituir Sócrates é já um dever. Na hierarquia de urgências o problema Cavaco Silva vem depois mas, também aqui, Portugal tem que ter na Presidência alguém que não possa ser nem vagamente relacionável com nada onde subsistam incógnitas. E há muitas incógnitas no BPN. Mas cada coisa a seu tempo. Primeiro o PS, depois o PR.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Solstício de Inverno


Carissímos visitantes,

Acontece o Solstício de Inverno e surge o Período a que agora chamam pomposamente de Natal e Harmonia.

Por esta altura, com as novas tecnologias, tornou-se hábito enviar e-mail's padronizados de duvidosa beleza(?) para a lista de endereços que se possui com Cc, com Bcc, ou com To, para toda a gente.

Eu prefiro enviar algo PERSONALIZADO, não padronizado, com conteúdo; e denunciar sempre, aquilo que nada me diz.

Para ler vai o poema "Dia de Natal" de António Gedeão

Também para ler vai o poema "Quando um Homem quiser" do sempre Ary dos Santos



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De: António Gedeão - Dia de Natal

Hoje é dia de era bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.

É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)

Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.

A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.

Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.

Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.

Ah!!!!!!!!!!

Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.

Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora
.

Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.

Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.

Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.

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De: Ary dos Santos - Quando um Homem quiser

Tu que dormes à noite na calçada do relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

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Um abraço amigo do
AJPM de ETZ

(EU NÃO VOTEI PS! E VOCÊ VOTOU?)

domingo, 20 de dezembro de 2009

O Palhaço deste meu país...

O Palhaço deste meu país está no blogue wehavekaosinthegarden

Um texto do Mário Crespo publicado no JN que termina assim:

"...A escolha é simples. Ou nós, ou o palhaço."

E em apoio à coragem de Mário Crespo eu termino assim:

"...Entre nós e Sócrates. Eu não escolho o palhaço."

Este é o texto:

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.Ou nós, ou o palhaço.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O sismo e o PS

Ouve um sismo de grau 6.0 neste país à beira mar plantado e os organismos manifestaram-se na Internet

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IM
Instituto de Meteorologia:

Aviso de Sismo Sentido no Continente 17-12-2009 01:372009-12-17 01:37:00

O Instituto de Meteorologia informa que no dia 17-12-2009 pelas 01:37 (hora local) foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente, um sismo de magnitude 6.0 (Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de 100 km a Oeste-Sudoeste do Cabo S.Vicente.

Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido em todo o território do Continente, verificando-se que a intensidade máxima foi de V (escala de Mercalli modificada) na região de Lagos e Portimão.

Até ao momento foram registadas cinco réplicas de menor magnitude.

Se a situação o justificar serão emitidos novos comunicados.

Sugere-se o acompanhamento da evolução da situação através da página do IM na Internet (http://www.meteo.pt/) e a obtenção de eventuais recomendações junto da Autoridade Nacional de Protecção Civil (http://www.prociv.pt/).

No Instituto de Meteorologia trabalha-se a sério

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ANPC
Autoridade Nacional de Protecção Civil

EM FOCO PÁGINA INICIAL
2009-12-17
SITUAÇÕES OPERACIONAIS RELEVANTES

17DEZ09 - 3h00
O Instituto de Meteorologia registou nas suas estações de rede sísmica um sismo de magnitude 6.0 da escala de Richter às 01.37 horas com epicentro a cerca de 100 km a oeste-sudoeste do Cabo de São Vicente. O sismo foi sentido em vários distritos do País, com mais intensidade a sul do País. Até ao momento não são conhecidos quaisquer danos materiais ou pessoais. A ANPC, através do Comando Nacional e dos Comandos Distritais de Operações de Socorro, continua a apurar eventuais efeitos e a acompanhar a situação.

Na Autoridade Nacional de Protecção Civil, os funcionários do partido Socialista colocados na Protecção Civil o que dizem é nada. Tão a dormir!
Maldita a hora em que dei a minha colaboração para uma revolução que colocou esta Escumalha Xuxialista no poder.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Este é o país do PS de Sócrates

“Ao fim de 35 anos após o 25 de Abril, nunca pensei que fosse escrever um livro sobre censura e liberdade de expressão”. Estas foram as primeiras palavras ditas por Gonçalo Amaral na apresentação do seu novo livro, no Porto.

É URGENTE a união de todos os portugueses para acabar com a escumalha que se diz socialista.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Estremoz ceia na Câmara

O Picalima no "Brados do Alentejo", divulgado no "advalorem" e "outros" Blogues:


Com arte se retrata a pobreza da maioria criada artificialmente.
Continua Picalima! Estremoz agradece.

domingo, 29 de novembro de 2009

Olha só a gracinha...

Publicada ontem no "advalorem" não resisto a reproduzir:

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O PS e o caso Casa Pia - 7 anos de processo


Pedro Namora: "...o problema foi quando fruto do trabalho da SIC e da jornalista Felicia Cabrita começaram a aparecer outros arguidos e aí as vítimas deixaram de ser vítimas passaram a ser bandidos e os arguidos passaram a ser gente que estava a ser incomodada por crianças que não sabiam o que diziam, não é, e portanto isto transformou-se".
Jornalista: "Exactamente o que é que está a querer dizer-nos que este processo está a arrastar-se também pelo facto de envolver pessoas digamos importantes com papel de relevo na sociedade portuguesa"
Pedro Namora: "...é por culpa de gente que tudo fez para dar cabo deste processo e da credibilidade da investigação
Jornaliosta: "Pode apontar exemplos:"
Pedro Namora: "Claro, sem problema nenhum: Em primeiro lugar o Dr. Mário Soares..." "...ele o Dr. José Miguel Judice, Manuel Alegre, o actual Ministro da Defesa, o anterior Ministro da Saúde, repare...".

E assim se denuncia, sem medos, com enorme coragem, a intervenção do PS na sociedade portuguesa...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Reforma com 40 anos de trabalho, só com cartão cor de rosa ou cor de laranja

PS e PSD regeitam reforma aos 40 anos de trabalho e descontos para a Segurança Social
A proposta de alteração à Lei de Bases da Segurança Social, apresentada pelo Bloco de Esquerda, foram esta sexta-feira rejeitadas na Assembleia da República, com os votos contra do PS e a abstenção do PSD.
O Bloco de Esquerda apresentou, no Parlamento, uma proposta de alteração à Lei de Bases da Segurança Social com o objectivo de tornar possível a obtenção da reforma após 40 anos de contribuições, sem penalizações.
Esta iniciativa legislativa tinha como objectivo garantir o direito a uma pensão de reforma sem penalizações ou reduções, independentemente da idade, ao fim de 40 anos de trabalho.
O Bloco de Esquerda alegou, na sua exposição dos motivos para apresentação da proposta de lei, que "existe uma situação de injustiça para com aqueles que mais trabalham e em particular contra aqueles que mais cedo começaram a trabalhar".
O Bloco de Esquerda salientou que o factor de sustentabilidade e a nova taxa de substituição da fórmula de calculo das pensões, ambos definidos na actual Lei de Bases da Segurança Social, têm como consequência "a diminuição substancial do valor das pensões, bem como o aumento da idade da reforma".

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A pouca vergonha não é só em Estremoz

"PGR tem contribuído mais para confundir do que esclarecer"



In: Diário Económico

Aguiar Branco considera que a forma como Pinto Monteiro tem agido e comunicado no âmbito do processo Face Oculta “tem contribuído mais para confundir do que para esclarecer”.

Antes da abertura das jornadas parlamentares, que estão a decorrer em Espinho e que terão como um dos temas centrais a justiça, Aguiar Branco apontou ainda a "insensibilidade que o PGR demonstrou perante ataques muito violentos que foram feitos, por membros do Governo, nomeadamente o ministro Vieira da Silva que atacou e culpabilizou o ministério público e essa é uma situação grave".

Quanto às declarações que a presidente do PSD fez ontem ao Diário Económico sobre a necessidade de se apurar "responsabilidades políticas" no caso Face Oculta, o líder parlamentar respondeu que Ferreira Leite "referiu que do ponto de vista político esta questão não ficava encerrada".

"E de facto não está", disse, lembrando que, por isso, o PSD já pediu a audição do ministro Vieira da Silva no Parlamento, um requerimento que será votado na reunião da primeira comissão, agendada para a próxima quarta-feira.

"Não é atacando o sistema judicial, culpabilizando os agentes da justiça e atacando a investigação criminal que nós restauramos a confiança no sistema de justiça", concluiu.

sábado, 14 de novembro de 2009

Este país está podre

Eu só gostava de saber o que é que este gajo é a mais do que eu neste pais. Estou farto desta escumalha toda. Se fosse eu o amigo do Armando Vara já estava preso. Vale tudo e se algo corre mal vá de destruir provas.

In: JN de Sábado 14 de Novembro

Noronha manda destruir escutas a José Sócrates

O presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha Nascimento, decidiu, ontem, sexta-feira, anular e destruir as escutas telefónicas do processo Face Oculta em que intervém o primeiro-ministro, José Sócrates, à conversa com Armando Vara.

A decisão de Noronha Nascimento foi tomada poucas horas depois de lhe serem entregues, em mão, informações complementares sobres as escutas que haviam sido pedidas ao Ministério Público de Aveiro, apurou o JN. O presidente do STJ terá considerado as escutas nulas e irrelevantes do ponto de vista criminal.

A urgência da decisão terá sido agravada pela manchete de ontem do semanário "Sol" e pela reacção pronta e dura de José Sócrates, ainda da parte da manhã. "Isto está a passar todas as marcas", protestou o primeiro-ministro, afirmando-se insultado pelo trabalho publicado pelo "Sol", com escutas do processo Face Oculta e um título assertivo na primeira página: "Sócrates mentiu ao Parlamento sobre a TVI".

Com uma tensão mal disfarçada, o primeiro-ministro disse desconhecer as escutas e, rodeado de jornalistas, dirigiu-se ao procurador-geral da República, Pinto Monteiro: " A questão mais importante para mim é saber se, durante meses a fio, fui escutado, com as conversas a serem transcritas e gravadas, e se isso é legal e possível ser feito num Estado de Direito", sublinhou.

Pinto Monteiro não prestou os esclarecimentos solicitados durante o dia de ontem, mas é pouco provável que tenha ficado parado. E a verdade é que a decisão que mais interessava a Sócrates foi tomada com celeridade. Além da pressão imposta por Sócrates, um outro facto ajudará a explicar a rápida decisão do presidente do STJ de anular e destruir as escutas que a PGR lhe fez chegar às mãos nos últimos meses, por via de cerca de uma dezena de certidões do processo Face Oculta.

As informações complementares pedidas a Aveiro tinham a ver com a identificação cabal de alguns dos intervenientes nas conversas escutadas. E depois de Noronha Nascimento proferir despacho sobre duas certidões, em Setembro, terá entretanto analisado e formado uma convicção sobre as outras certidões, que ontem imediatamente verificou não ser alterável pelos dados complementares recebidos.

As informações até agora vindas a público aventavam a possibilidade de as escutas indiciarem o primeiro-ministro de um eventual crime de tráfico de influências, punido com pena até cinco anos, quando se trata de acto ilícito, e de três, quando se trata de acto lícito. Note-se que as escutas só são possíveis em crimes com pena superior a três anos.

Mas a situação mais gravosa que tem sido apontada, nesses telefonemas entre Sócrates e Vara, diz respeito a hipotéticas diligências do primeiro no sentido de ser viabilizada a compra de 35% da Media Capital pela Portugal Telecom (ver texto nestas páginas). Ora, a observância do crime de tráfico de influências exige que alguém abuse da sua influência "junto de qualquer entidade pública", o que não é o caso da PT, que foi privatizada em 1996.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

As dúvidas não se resolvem destruindo provas



In: "económico digital"

A presidente do PSD disse hoje no Parlamento que "as dúvidas políticas não se resolvem destruindo provas", referindo-se às escutas entre Sócrates e Vara que foram dadas como nulas pelo Supremo Tribunal.
Na Assembleia da República, Ferreira Leite pediu ainda ao primeiro-ministro que esclareça o país sobre este caso. "O primeiro-ministro tem consciência da necessidade de esclarecer o país", declarou a social-democrata durante uma discussão no Parlamento sobre corrupção. "As dúvidas políticas não se resolvem adiando investigações e destruindo provas", acrescentou.
Trata-se de uma referência directa às escutas entre Sócrates e Armando Vara, arguido no processo 'Face Oculta', que foram ontem dadas como nulas pelo Supremo Tribunal de Justiça, o que as torna inutéis para o caso.
A decisão motivou ainda um desentendimento público entre o Supremo Tribunal e a Procuradoria-Geral da República. E sobre este caso, a líder do PSD disse ainda que "a crise das instituições afecta o sistema de Justiça e os seus órgãos superiores".

domingo, 8 de novembro de 2009

Chips versus Carimbo

No Diário de Notícias de ontem:
Os comunistas apresentaram ontem um diploma a propor a revogação do chamado "Dispositivo Electrónico de Matrícula", bem como do "Sistema de Identificação Electrónica de Veículos" no âmbito do qual aquele foi aprovado. Uma matéria que desde sempre suscitou a crítica de todos os partidos da oposição. O diploma, que pode ser o primeiro em que a oposição parlamentar lembra ao executivo que perdeu a maioria a 27 de Setembro, leva à exclusão "da obrigatoriedade da instalação dos chips em todos os veículos automóveis e seus reboques, em todos os motociclos e os triciclos autorizados a circular em infra-estruturas rodoviárias onde seja devido o pagamento de taxa de portagem".
Já ontem, durante o debate, Luís Fazenda, do BE, lembrava precisamente o caso dos chips como uma das matérias que a oposição pode resolver na AR.

Sugestão:
E porque não substituir o Chip na matrícula dos automóveis por um Carimbo na testa de um Xuxa. Desta forma a empresa contratadsa para a produção dos chips produzia carimbos e não ficava defraudada nas suas espectativas de negócio, apesar do número de xuxas, dispostos a serem carimbados, se estar a reduzir gradualmente.