quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Caim!... Caim!... Caim!...

Caim!... Caim!... Caim!...

O mesmo é dizer:

Ladrem!... Ladrem!... Ladrem!...

Os cães ladram e a caravana passa.

In: Página Oficial de Mário David (deputado ao Parlamento europeu eleito nas listas do PSD) - Saramago: Já Chega!

"José Saramago, há uns anos, fez a ameaça de renunciar à cidadania portuguesa. Na altura, pensei quão ignóbil era esta atitude. Hoje, peço-lhe que a concretize... E depressa! Tenho vergonha de o ter como compatriota! Ou julga que, a coberto da liberdade de expressão, se lhe aceitam todas as imbecilidades e impropérios?
Se a outorga do Prémio Nobel o deslumbrou, não lhe confere a autoridade para vilipendiar povos e confissões religiosas, valores que certamente desconhece mas que definem as pessoas de bom carácter."

Enquanto o PSD estiver infestado de gente desta, não haverá alternativa ao PS. Porque é que este tipo não se candidata pelo PNR? Tenho vergonha de ter gente desta a dizer-se representante do meu país no Parlamento Europeu.

Mas a Lucidez existe In: WEHAVEKAOSINTHEGARDEN

"Goste-se ou não da pessoa, goste-se ou não da escrita, quem não gosta nada é a igreja. Zangam-se, e zangam-se porque sabem que o que ele analisa de forma racional, lógica e cientifica o seu livro sagrado e facilmente mostra exemplos de como aquele Deus, que o homem criou, é cruel e mau. As contradições e discrepâncias são mais que muitas e facilmente evidenciadas. Contra isto, tudo o que a igreja pode argumentar é a Fé cega e irracional. Por isso se zanga, como sempre se zangou quando alguém a ousa questionar. Que se zanguem, mas não chateiem."

E até num pequeno burgo, em Estremoz, Kruzes Kanhoto dá espaço ao debate e abre a comentários de terceiros In: A "coragem da velha carcaça"

"Não gosto da obra de José Saramago. Tentei lê-lo muito antes de se imaginar que o homem pudesse um dia ser laureado com um Nobel e, confesso, desisti. Também não gosto de o ouvir falar. Embora, felizmente, as suas aparições televisivas sejam raras, o homem tem por hábito despejar um chorrilho de disparates que, não sendo de estranhar em pessoas da sua idade, não parecem próprios de alguém que tem um certo prestígio a salvaguardar.
Gostei, no entanto, das declarações que o dito escritor proferiu ontem em Penafiel por ocasião do lançamento do seu último livro. Não porque conheça a Bíblia, foi livro que nunca me despertou qualquer tipo de curiosidade, mas sim pela frontalidade, descaramento vá, com que Saramago se referiu à religião e à escravatura do homem perante um suposto Deus que um dia alguém se lembrou de inventar. Pode tê-lo dito de forma arrogante e apenas com a intenção de promover a sua obra através da criação de um polémica artificial mas, apesar disso, foi, quanto a mim, uma daquelas verdades inconvenientes que alguém tinha de dizer."

A presente situação faz-me lembrar um distinto xuxialista eborense que a propósito de Saramago dizia há uns tempos: Não gosto! Não leio! (próprio da pobreza de espirito dos xuxas - como pode não gostar se não lê?).

De um lado chove de outro faz vento. Porque será que as verdades incomódam esta gente (Mário David - laranja podre e Monarca Pinheiro - rosa murcha).

Mais do que o homem interessa-me a obra. E a obra de José Saramago contribui para despertar consciências neste nosso país à beira mar plantado.

Vou ler o seu último livro "Caim" e pela polémica que já está instalada o mesmo promete.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Vivemos uma hora difícil

Permitam que subscreva um texto retirado do NotíciasAlentejo.pt.
Permitam ainda que não cite já o nome do seu autor, e o faça sómente mais tarde.
Isto, porque mais importante do que quem diz é o que se diz.
E a importância de quem diz depende do que diz.
E como é importante o que diz é por tal importante quem diz.
Fico-me por este trocadilho de o "que diz" e "quem diz".
E continuo na minha máxima:
A importância não está em "quem diz" mas no "que diz".

Vivemos uma hora difícil
É evidente para o comum das pessoas que a hora histórica que estamos a viver é complicada. À escala mundial. Começando por nós, estamos a sentir na pele as consequências da displicência com que encarámos a entrada na democracia e a integração na CEE, hoje União Europeia. Enquanto povo, parece que pensámos que o simples facto de passarmos a integrar o clube das democracias representava a posse de um passaporte para o paraíso, sentimento que se acentuou com a chegada torrencial dos fundos comunitários da fase da fartura, em cujo preço e consequências onerosas não pensámos. Foi o “fartar, vilanagem” das palavras derradeiras do Conde de Abranches, na batalha de Alfarrobeira, ao lado do Infante D. Pedro. Esbanjámos até que mais não. Viciámo-nos no esbanjamento. Aí estamos agora de cinto apertado, de cinto a apertar até quase à asfixia, que é a situação em que nos encontramos.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Corrupção?



Não! que ideia!...
Estes tipos são uns publicitários.

in: Site da TVI http://www.tvi24.iol.pt/
Fax fala em dois milhões de libras em «luvas»
O fax é altamente confidencial. Foi escrito a 17 de Dezembro de 2001, um dia depois das eleições que levaram à demissão de António Guterres e consequente queda do Governo do Partido Socialista.

Altamente confidencial
17 de Dezembro de 2001

Ric Dattani
Freeport plc
Cc. Gary Dawnson

Caro Ric,

Na sequência da nossa conversa telefónica a semana passada, e tendo acabado de voltar de Portugal onde estive 5 dias, posso fazer os seguintes comentários que espero que sejam úteis para si.

1. Um Estudo de Impacto Ambiental é um trabalho bastante substancial (de peso) que envolve várias autoridades. É de conteúdo principalmente técnico.

2. Se estamos face a uma possível rejeição (chumbo), é pouco provável ser possível inverter uma tal decisão seja em que circunstância for, a dois dias da sua rejeição (chumbo) formal por parte do Ministro do Ambiente. Antes do suborno

3. O Ministro do Ambiente, Eng.º José Sócrates, é considerado como um dos pilares do Governo PS e é tido como a integridade em pessoa. Confirmado por outros

4. Os efeitos dos acontecimentos do fim de semana, com os revezes sofridos pelo PS, nomeadamente nas eleições autárquicas, incluindo Lisboa, e a demissão do Governo Guterres significam que Sócrates deixou de ser Ministro do Ambiente e que vai haver um compasso de espera (empate, “stall” no texto original) de quatro ou cinco meses até que seja eleito um novo Governo e seja nomeado um novo ministro, vistos os resultados de novas eleições.

5. É óbvio que o encorajo / sugiro-lhe que apure as razões técnicas da rejeição / do chumbo do seu EIA e que determine as áreas em relação às quais as diferenças podem ser esbatidas, ou em relação às quais se podem lançar pontes que colmatem as diferenças.

6. Encorajo-o / sugiro-lhe que sonde / tome o pulso / apalpe o terreno fora da equipa local por forma a perceber / compreender / determinar / de forma independente o que é que pode ter corrido mal – e ver / verificar se tal vai ao encontro das informações que lhe são fornecidas pela equipa local. Uma visita pessoal à DRAOT ou a quaisquer autoridades que tenham tido a sua palavra a dizer / que tenham tido peso / pode frequentemente render dividendos na compreensão do problema.

A mudança política irá atrasar o processo nos seus termos na parte de planeamento e meio ambiente, mas pode-se /deve-se despender um tempo precioso no determinar das causas de rejeição e nas medidas de correcção aceitáveis.

O conteúdo desta comunicação é confidencial para aqueles a quem é dirigida. A sua finalidade é (tão só) partilhar experiências de mercado com um colega membro PUKCC num sector equivalente

Cumprimentos

Keith payne

Jonathan, este é o fulano que me telefonou e sabe do suborno de 2milhões de libras, sublinhei algumas partes interessantes a partir doponto 4. Se o parlamento é dissolvido até às eleições, o Secretáriode Estado não pode aprovar nem rejeitar nada.

Ric

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ensaio sobre a Lucidez

Decorridos os últimos actos eleitorais recordo-me do Livro de José Saramago "Ensaio sobre a Lucidez", que muitos apelidaram, quando saiu, de um "Convite ao Voto em Branco". O Livro é muito mais que isso, é a manifestação de descontentamento dos eleitores com os governantes, é o que está para acontecer em Portugal com a continuação dos Xuxialistas no poder.

Num país qualquer, num dia chuvoso de votação, poucos eleitores compareceram para votar, durante a manhã. As autoridades eleitorais, preocupadas, chegaram a supor que haveria uma abstenção gigantesca. À tarde, quase no encerramento da votação, centenas de milhares de eleitores compareceram aos locais de votação. Formaram-se filas quilométricas, e tudo pareceu normal. Mas, para desespero das autoridades eleitorais, houve quase setenta por cento de votos em branco. Uma catástrofe. Evidentemente que as instituições, partidos políticos e autoridades, haviam perdido a credibilidade da população. O voto em branco fora uma manifestação inocente, um desabafo, a indignação pelo descalabro praticado por políticos pertencentes aos partidos da direita, da esquerda e do meio. Políticos de partidos diferentes, mas de actuações iguais, usufruindo de privilégios que afrontavam a população. Os eleitores estavam cansados, revoltados. Os governantes, sentindo-se ameaçados, trataram de agir em nome da ordem, perseguindo, prendendo, maltratando, eliminando. Alguns que viveram os horrores da cegueira branca, novamente sofreram. Os governantes, preocupados em salvar a própria pele, em garantir o poder, não perceberam que a cegueira branca de outrora, demonstrativo de que há muito o homem estava cego, tinham paralelo com o voto branco de agora, indicativo de que a população não perdera a lucidez. Estranhamente, não houve uma mobilização para o facto.

A partir daqui desenvolve-se a trama do livro: o governo e as autoridades deixam a cidade entregue a si própria, abandonando-a e isolando-a. Acabarão por entrar em cena os mesmos personagens da obra Ensaio sobre a cegueira, pelo que se aconselha o leitor a fazer uma leitura desta obra antes de proceder à leitura de Ensaio sobre a Lucidez. Neste livro, Saramago desenvolve uma crítica mordaz às instituições do poder político: sob a democracia podem estar vetores de natureza autoritária - lúcido é quem os enxerga. Nas eleições legislativas de 2004 em Portugal, algumas organizações apelaram ao voto em branco, aparentemente na sequência da idéia de Saramago.

domingo, 18 de outubro de 2009

Quase concluída a fase pública das eleições autárquicas em Estremoz

Em Santo Estêvão, freguesia com apenas 93 eleitores, o plenário de eleitores, escolheu hoje os seus autarcas sendo eleito presidente da Junta de Freguesia o Independente Mariano Dias.

No plenário de eleitores realizado hoje em São Bento de Ana Loura registou-se uma situação de empate técnico que não permitiu a eleição pelo que no próximo Domingo, dia 25, será repetido acto eleitoral nesta freguesia que tem somente 33 eleitores.

Está pois quase encerrado o envolvimento directo dos cidadãos eleitores no processo eleitoral autárquico no Concelho de Estremoz (com os plenários de cidadãos em Santo Estêvão e São Bento de Ana Loura) o desfecho e a composição dos órgãos autárquicos é o seguinte:

AM:
IND 3035 PS 2780 PPD/PSD 1287 PCP-PEV 1066 CDS-PP 211 BE 211
ELEITOS:
IND 8 + 5 PS 7 + 3 PPD/PSD 3 + 2 PCP-PEV 3 + 2
(falta o presidente da Junta de S. Bento Ana Loura)
PRESIDENTE:
(a eleger na primeira reunião da AM)
(estão considerados os eleitos directamente e adicionados os presidentes de junta)

CM:
IND 3577 PS 2867 PPD/PSD 979 PCP-PEV 932 CDS-PP 163 BE 113
ELEITOS:
IND 3 PS 3 PPD/PSD 1
PRESIDENTE:
IND (Cabeça de lista)
VEREDORES: C/PELOUROS (A atribuir pelo Presidente da Câmara)

AF:
PS 2748 IND 2593 PPD/PSD 1757 PCP-PEV 1313 CDS-PP 170
ELEITOS:
PS 34 IND 24 PCP-PEV 17 PPD/PSD 14
PRESIDENCIAS:
IND. 4 + 1 PS 3 PCP-PEV 2 PPD/PSD 2
(falta S. Bento Ana Loura)
SECRETÁRIOS E TESOUREIROS: (A eleger em AF)
(estão considerados os eleitos directamente e adicionados os escolhidos em plenário de eleitores)

Urbanização do Rossio em Estremoz

O futuro do Rossio em Estremoz:

A maior praça da cidade de Estremoz, e segundo muitas opiniões a maior praça de uma povoação, vila ou cidade portuguesa, tem a designação de Rossio Marquês de Pombal, surgindo por vezes com a designação de Rossio de São Brás, o que deve ser uma incorrecção pois o espaço que aparece por vezes designado por Rossio de São Brás é o espaço actualmente ocupado pelo Jardim Publico.

Das décadas de 60 e 70 existe um projecto de urbanização para o Rossio que prevê a abertura de uma linha de água, no local de um antigo ribeiro que correria no sentido do Sátiro para o Gadanha, alimentado por uma nascente existente na zona do cruzamento da Rua dos Telheiros com a Rua das Portas de Santo António. Este projecto ficou entretanto na gaveta.

Durante os últimos mandatos da CDU na presidência da Câmara foi feita a deslocação do Monumento aos Combatentes da Grande Guerra bem como o calcetamento do Rossio. E algumas plantações de novas árvores bem como o arrelvar da envolvente.

Existe actualmente um projecto cuja responsabilidade é atribuída ao PS durante o ultimo mandato na presidência da Câmara que prevê a implementação de uma nova via de trânsito entre o Café Alentejano e o Antigo Hospital mantendo-se, ao que parece, a actual via de trânsito junto ao mercado. Este projecto é fortemente combatido pelas forças vivas da cidade e espera-se que não venha a ser concretizado dada a perda da presidência da Câmara pelo PS.

Quanto ao projecto da actual Câmara Municipal, procuramos no programa disponível na Internet e o que encontramos foi: "Analisar a viabilidade das principais obras em curso (projecto de requalificação do Rossio Marques de Pombal, Mercado encravado junto à Câmara Municipal, estudo …" ou o mesmo é dizer nada.

Numa recolha efectuada no mercado de Sábado junto dos estremocenses era voz corrente que dado o facto do calcetamento não ter tido os resultados pretendidos apresentando alguns inconvenientes o que estará previsto para o Rossio é a plantação de uma vinha que permita a produção de uvas em quantidade suficiente para a produção de vinho de forma a colmatar a falta que começa a existir no comércio local.

Dizem por ai que está inclusive previsto o regresso da PSP para o edifício da Câmara Municipal para assegurar a guarda das uvas que irão dar origem ao precioso néctar.

Para terminar voltamos ao inicio deste artigo, no que se prende com a designação do espaço que passará ser Rossio de São Baco (deus da mitologia grega). Assim à Divindade (Sátiro) e ao deus Saturno (Gadanha) junta-se o São Baco (Máurio).

Numa zona ainda não definida será colocada uma estátua de Máurio desconhecendo-se ainda quem vai ser o escultor responsável pela feitura da mesma. O caderno de encargos parece que prevê algo de simbolize o cruzamento de um humano com um cacho de uvas conforme foto inspiradora:

sábado, 17 de outubro de 2009

In o "Sol" - Alunos do Liceu Camões arrasam legado de Lurdes Rodrigues

O representante dos alunos do Liceu Camões destacou-se hoje durante as comemorações dos 100 anos da escola ao tecer duras críticas à política educativa, acusando a ministra da Educação de «tirar credibilidade à democracia».

Esta intervenção faz lembrar o agora deputado Alberto Martins quando era estudante em Coimbra, antes de ser Xuxialista.

Pedro Feijó, delegado dos alunos no Conselho Pedagógico do Liceu Camões, foi um dos participantes da cerimónia do 100º aniversário da escola, ao lado do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, além do director da escola e do médico João Lobo Antunes, um dos antigos alunos.

Pedro Feijó, que discursou de improviso, criticou o que disse serem os «entraves que foram postos à democracia nas escolas pelas novas políticas de Educação» e «a linha de orientação errada que a Educação tomou», acusações que não mereceram qualquer reacção da ministra no discurso que fez de seguida.

«O que o Ministério fez foi tirar credibilidade à democracia dentro e fora da escola», sublinhou.
Entre os exemplos que considera negativos das políticas educativas do Governo cessante, o aluno apontou o novo Estatuto do Aluno, considerando que, em vez de falar dos estudantes como «os agentes construtores da escola, fala como essas pessoas iguais e padronizados, que vêm às escolas apenas para fazer os seus testes e competir por um futuro que não é garantido e que devia ser um direito».

Outro exemplo daquilo que considerou «um dos maiores ataques à democracia» é o novo modelo de gestão das escolas, que «tira a representatividade e o poder aos estudantes e outras classes nos órgãos de gestão, dando-o a agentes exteriores à escola».

«Por melhor que essa colaboração pudesse ser, não podemos prescindir de direitos tão fundamentais como a eleição do director da escola e a elaboração do regulamento interno», sublinhou, motivando fortes aplausos entre a audiência.

Mas, para o jovem estudante, pior do qualquer lei, «foi a atitude do ministério».

«Desprezou manifestações com milhares de estudantes, só por sermos menores, como se por sermos estudantes de secundário não tivéssemos uma palavra a dizer. Desprezou abaixo-assinados, incluindo um com dez mil assinaturas de estudantes, que pediram a revogação destas leis. Desprezou manifestações com várias dezenas de milhar de professores que lutavam pelos seus direitos, pelas suas escolas», sustentou.
Vale a pena ver mais em: WEHAVEKAOSINTHEGARDEN

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O sector terciário (comercialização) vai estagnar

Alguem bebeu o Vinho todo e agora não há para comercializar:

Beber! beber muito...


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O futuro do sector secundário (produção) em Estremoz

Cultivam-se uvas para produzir Vinho:

Vinho! muito vinho...



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O futuro do sector primário (agricultura) em Estremoz

No rescaldo das eleições autárquicas com Mourinha na presidência este é o futuro da agricultura no concelho:

Uvas! muitas uvas...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Balanço dos resultados em Estremoz

Surpresa? Nem tanto assim!

As minhas previsões (em 09/10/08 e 09/10/09 neste blogue) e os resultados (em 09/10/11) foram:

CM
Candidatos: BE / PCP / PS / Mourinha / PSD / PP
Previsões: 0 / 1 / 2 a 3 / 2 / 1 ou 2 / 0
Resultado: 0 / 0 / 3 / 3 / 1 / 0
Só não acertei no facto de o PCP não eleger pelo menos um vereador (o que se deve ao facto de o próprio eleitorado simpatizante e militante não ter seguido a disciplina de voto do PCP e mais do que o previsivel ter deslocado a sua votação para o Mourinha). De 2005 (2797 votos) para 2009 (932 votos) a quebra do PCP foi de 1865 eleitores.

AM
Candidatos: BE / PCP / PS / Mourinha / PSD / PP
Previsões: 2/ 3/ 7 / 1 / 6 / 2
Resultado: 0 / 3 / 7 / 8 / 3 / 0
Não acertei na capacidade que acreditava existir por parte do BE e do PP de manterem o seu eleitorado potencial e o eleitorado à sua esquerda e à sua direita que com tal votação poderia estar representado na Assembleia Municipal. Talvez tenha havido demasiado optimismo da minha parte, mas infelizmente tal não sucedeu com grande pena minha.
Também nada fazia prever o PSD não conseguir segurar o seu eleitorado potencial e vir a ter uma quebra de 2146 votos (PSD+Independentes em 2005) para apenas 1287 votos (em 2009). A deslocação para a lista do Mourinha na Assembleia Municipal não era espectável, mas sucedeu apesar de se constactarem menos 542 votos na votação para a AM do que na votação para a CM na lista do Mourinha.

AF
Candidatos: BE / PCP / PS / Mourinha+Independentes / PSD / PP
Previsões: - / 4 / 3 / 1 / 3 / -
Resultado: - / 2 / 3 / 4 / 2 / -
(falta eleger dois presidentes de junta em plenário de cidadãos eleitores)
Não era prevísivel a perda de Santo André pelo PSD nem a perda da Glória pelo PCP, bem como todas as outras grandes movimentações havidas nas Freguesias. Com a presença dos Presidentes de Junta na Assembleia Municipal vai haver uma composição da AM muito pouco representativa do peso político real do eleitorado estremocense.

COMPOSIÇÃO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL
PCP / PS / Mourinha+Independendentes / PSD
5 / 10 / 12 / 5
(falta eleger dois presidentes de junta em plenário de cidadãos eleitores)

Vamos estar atentos, apesar da maioria da Assembleia estar nas mãos do Mourinha e do PS.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Declaração de Guerra

Após o conhecimento dos resultados das eleições autárquicas, que ontem tiveram lugar, manifestei aqui recorrendo a uma forma de expressão em verso sob a forma de uma quadra com saber popular um sentir profundo e compartilhado pela maioria dos estremocenses.

Mourinha ganhou! e Estremoz perdeu!
O PS perdeu! e Estremoz ganhou!
O PSD ficou-se! e Estremoz fica-se!
O PCP perdeu! e Estremoz aprendeu?


Depois da primeira análise das consequência dos resultados e das suas razões consultei muitos daqueles que estão no espetro dos que concordam com a minha visão sobre a problemática da situação passada, presente e futura em Estremoz.

As opiniões são unânimes sobre a necessidade de estar atento ao evoluir da situação e contribuir para uma tomada de posição permanente sobre as actuações no futuro próximo em Estremoz perspectivando a intervenção que se torna necessária, indispensável e urgente no sentido de devolver Estremoz aos Estremocenses no próximo acto eleitoral.

Estamos cientes que expremimos o sentir da maioria que são pelo menos os 6819 eleitores (51,41%), que não votaram no Mourinha 3577 (26,97%) nem no Palmeiro do PS 2867 (21,62%) e...

NÃO NOS CALARÃO

NÃO ME CALARÃO

domingo, 11 de outubro de 2009

E Estremoz Votou!

E eu acho que:

O Mourinha ganhou! e Estremoz perdeu!
O PS perdeu! e Estremoz ganhou!
O PSD ficou-se! e Estremoz fica-se!
O PCP perdeu! e Estremoz aprendeu?

O Futuro é Negro... Preto... Escuro... Péssimo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O Meu Voto

Três Eleições! Três Votos! > E o meu voto Não é para... e É para...
CM (Câmara Municipal):
BE > Sem hipóteses de eleger
PCP > Não voto em paraquedistas
PS > Não votarei PS
Mourinha > Não apoio indivíduos
PSD > Hipótese a considerar
PP > Sem hipótese de eleger
AM (Assembleia Municipal):
BE > Um voto a considerar
PCP > Já mostraram o que valem
PS > Jamais votarei PS
Mourinha > Não a apoios pessoais
PSD > Já tem o voto na Câmara
PP > Um voto a ponderar
AF(Assembleia de Freguesia):
PS > Nunca jamais
Qualquer um que não seja PS

A Votação em Estremoz, nas Eleições Autárquicas

O grande problema de "em quem votar?", nas eleições autárquicas.

- O grande problema sobre "em quem votar", nas eleições autárquicas, está no facto de ocorrerem simultaneamente no mesmo dia três actos eleitorais (CM - Câmara Municipal, AM - Assembleia Municipal e AF - Assembleia de Freguesia), e de a maioria dos actores envolvidos andarem a fazer passar a mensagem e procurarem fazer crer aos eleitores que a importância das eleições está numa pessoa e concretamente no candidato à Presidência da Câmara Municipal reduzindo o acto a uma só eleição, a eleição para o órgão executivo CM (que apenas executa).
- Menospreza-se o órgão deliberativo Assembleia Municipal que detêm efectivamente o poder de decisão e apresenta-se a Câmara Municipal como o "Salvador da Pátria" com um poder que de facto e de júri (lei) não tem, pois as propostas e os projectos de actuação da Câmara Municipal têm que ser submetidas sempre à aprovação da Assembleia Municipal.
- As forças politicas, no poder após 25 de Abril de 1974, por motivos que nos fazem pensar duas vezes, têm deixado andar o sistema e não fazem intervir como deviam a Assembleia Municipal tal como está previsto nas suas atribuições e competências.
- É necessário reposicionar a Assembleia Municipal dando-lhe e colocando-a a exercer as funções que lhes estão por lei constitucionalmente atribuídas, isto é DECIDIR e acompanhar, vigiar e fiscalizar a Câmara Municipal na sua actividade executiva.

É desejável uma CM - Câmara Municipal pluripartidária, onde não haja lugar a maiorias absolutas a imporem a sua vontade partidária e sectária, e portanto conveniente uma representação da maioria possível das forças politicas concorrentes a este órgão.

Para que a AM - Assembleia Municipal seja um autêntico e verdadeiro órgão representativo dos eleitores do Município é indispensável e necessário que todas as forças politicas estejam representadas no mesmo com o peso real que efectivamente têm no Concelho.

No que respeita à AF - Assembleia de Freguesia trata-se de um órgão onde a proximidade do cidadão aos eleitos determina o sentido da votação que é muito personalizada, sendo importante ter em conta as manobras partidárias de bastidores.

Uma análise histórica dos resultados eleitorais no Concelho de Estremoz, admitindo um espectro político, segundo uma classificação mais ou menos consensual, que vai da EE - Extrema Esquerda à ED - Extrema Direita agrupado da seguinte forma:
EE - Extrema Esquerda: PCTP/MRPP / AOC / PT / POUS
ET - Esquerda Tradicional: MES / PUP / LST / LCI / PSR / PCR / UDP / BE
EC - Esquerda Clássica: MDP/ FSP / APU / FEPU CDU / PCP /PEV
CE - Centro Esquerda: FRS / UEDS / PRD / PS
OI - Outros e Independentes: OUTROS / INDEPENDENTES
CD - Centro Direita: PPD/PSD / ASDI / PSN / MMS / MEI
DC - Direita Clássica: CDS-PP / PND
DT - Direita Tradicional: PPM / MPT / PH
ED - Extrema Direita: PDC / PDA / PPV / PNR

e apertando o espectro em torno das forças políticas actualmente candidatas à autarquia resultará:
BE: englobando os votos da EE e ET
PCP: contemplando os eleitores da EC
PS: compreendendo a votação do CE
Mourinha: considerando os OI
PSD: contemplando os eleitores do CD
PP: englobando os votos da DC, DT e ED

O peso político das diversas forças estará distribuído do seguinte modo:

CM - Em termos concelhios e transpostos para a realidade autárquica o histórico dos resultados eleitorais a perspectiva de resultados projectados aponta para uma distribuição dos 7 eleitos para a CM segundo o seguinte gráfico:

AM - Em termos de distribuição dos 21 lugares a eleger directamente para a Assembleia Municipal pode-se reflectir uma composição expressa no gráfico seguinte:

correcção: BE (2) - PCP (3) - PS (7) - Mourinha (1) - PSD (6) - PP (2)

AF - Na composição da Assembleia Municipal pesa ainda a presença dos presidentes das 13 Juntas de Freguesia, que a manter-se o actual peso político nas Freguesias as presidências terão a distribuição partidária constante do gráfico:

Desta forma na Assembleia Municipal pode haver uma significativa representação, existindo um equilíbrio partidário em todos os órgãos autárquicos, e particularmente no deliberativo AM, das forças politicas de acordo com o actual espectro e portanto uma afirmação da possibilidade de concretização da defesa dos interesses realmente existentes e não os ditames de um qualquer aparelho partidário que seja dominante no Concelho por ter tido apenas mais um voto.

Por isso VOTEM BEM! E lembrem-se:

Para a CM:
Na conjuntura actual em que o PS domina os meios de comunicação social e utiliza o poder como arma de arremesso contra os eleitores mais socialmente dependentes, muito aponta para que volte a ser eleito o actual presidente da Câmara.

- No PS, já deram o que tinham a dar e votar PS é mais do mesmo e uma agressão à população do Concelho de Estremoz
- No PCP, sem ninguém capaz no Concelho para candidatar, e ao cair um paraquedista, profissional da politica, eu não voto, nem em minha opinião qualquer estremocense que se preze o deve fazer.
- No Mourinha, não poderei votar porque não aparo jogadas nem estou aqui para apoiar projectos individualistas com a agravante de tudo apontar tratar-se de uma candidatura destinada a aumentar o numero de anos de serviço necessários para a obtenção do tempo necessário à reforma por inteiro (era o que me faltava!)
- No PSD, considero a hipótese de voto por se tratar de um estremocense que até nem precisa de um lugar na para ganhar o dinheiro que lhe permita comer e dar de comer aos seus (como muitos candidatos que por aí houve e haverá que nada sabem fazer).
- No PP e no BE, não parece haver qualquer hipótese, na actual conjuntura, de eleger um vereador pelo que é um voto que considero inútil.

Para a AM:
Quanto mais representativa do espectro político do Concelho for a AM mais útil a mesma será para os estremocenses assim o voto.
- No PS, é um inconveniente e uma desvantagem dado ser uma carta em branco ao presidente da Câmara que se prevê poder continuar a ser do PS.
- no PCP, já se constatou não ter tido no passado, muito particularmente e nomeadamente na última legislatura, um papel pró-activo limitando-se a estar e não evitando as atentados, como por exemplo concretamente os que a nível urbanístico têm sido praticados em Estremoz.
- No Mourinha, por todas as razões não será o meu voto que irá alimentar os interesses individualistas da candidatura.
- No PSD, pode ser uma hipótese de voto a considerar mas, atendendo ao peso que irá ter na composição do executivo na Câmara Municipal (possivelmente dois vereadores) entendo não ser certamente vantajoso para garantir um equilíbrio conveniente na AM.
- No PP ou no BE, estão aqueles candidatos que na AM deverão ter assento para que a mesma seja realmente representativa da sociedade estremocense, sendo aqui que em meu entender deve cair o voto do estremocense politicamente esclarecido que rume contra a maré, é só optar por uma ou outra força politica, de acordo com a sua consciência política e forma de estar na sociedade irá ter o seu representante efectivo. O voto útil na AM é pois no PP ou no BE (vamos fazer crescer e dar voz às minorias).

Para a AF:
Sendo a Assembleia de Freguesia o órgão de maior proximidade com os eleitores, a escolha é muitíssimo personalizada na pessoa daquele que poderá vir a ser o Presidente da Junta de Freguesia.
- Assim quanto à AF o cabeça de lista vencedora, que terá lugar na Assembleia Municipal, irá ser o presidente da Junta, e depois de entre os eleitos serão votados em Assembleia de Freguesia os restantes membros da Junta e constituída a mesma. Trata-se pois de uma eleição muito personalizada em que cada eleitor deve ponderar o seu voto em função do conhecimento que garantidamente tem dos candidatos das diferentes forças politicas à AF e consequentemente à presidência da Junta de Freguesia.

Para concluir:

NÃO A MAIORIAS ABSOLUTAS, TENDENCIALMENTE DITATORIAIS, SIM AO PLURALISMO NOS ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS.

No domingo vote bem! O mesmo é dizer, vote em consciência! Em sua consciência.
AJPM